quinta-feira, 10 de março de 2016

As irmãs em Auschwitz



Sinopse: Uma das poucas pessoas a se entregar voluntariamente para o exército alemão e ir a um campo de concentração – quando ainda se acreditava que eram apenas campos de trabalho – Rena Kornreich fez parte do primeiro transporte em massa de judeus para Auschwitz e sobreviveu ao campo nazista por mais de três anos, junto a sua irmã mais nova – Danka. Juntas, ambas tiveram de ser resilientes a cada a perversidade vivenciada durante o período de aprisionamento. E, a despeito da iminência da morte, das doenças, das surras e do trabalho forçado, os relatos de Rena a respeito da convivência entre as prisioneiras nos garantem que a empatia emergida dentro de cada dormitório e de cada grupo de trabalho encorajou essas mulheres a permanecerem unidas até que Auschwitz fosse libertado e suas vidas fossem devolvidas para sempre. 

Rena Kornreich era polonesa, filha de camponeses e uma das irmãs do meio, entre as quatro. Foi enviada à Auschwitz no primeiro transporte em massa de prisioneiras femininas. Junto a sua irmã, Danka, ambas sobreviveram aos horrores do campo e foram libertadas no fim da guerra. Rena constituiu família com seu marido, John, e tiverem quatro filhos e três netos. Quando enfim decidiu narrar sua história para que as pessoas a conhecessem, Rena contou com a ajuda de Heather.

Heather Dune Macadam mora em Hampton Bays, Nova York e é escritora, educadora e presidente da fundação Rena's Promise International Creative Writing Camp, que oferece cursos para crianças e adolescentes que têm interesse em desenvolver suas habilidades na escrita. Criado em memória à Rena, a fundação visa promover o encontro de jovens de todas as esferas sociais e proporcionar um ambiente acolhedor em que possam fomentar trocas interculturais e assim germinar um mundo com menos ódio e preconceitos.  

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Fazer essa resenha me custou semanas sem sono.

Como sabem sou historiadora. Segunda guerra mundial foi sempre um lado muito obscuro da história da humanidade.

Auschwitz sempre foi uma incógnita, como saber o que aconteceu lá? Graças aos céus pessoas sobreviveram, e nós podemos saber as atrocidades que aconteceram lá.

Esse livro me foi dado pelo meu marido Francisco de presente de natal. E assim que tive a oportunidade eu o devorei, li as 416 páginas em 2 dias.

Rena e sua irmã foram sobreviventes do inferno. Sim, lá era o inferno.

Ludibriadas pelos alemães, foram voluntariamente para Auschwitz com o propósito de trabalho em tempos de guerra.

Foram junto com outras milhares de mulheres as primeiras a chegarem em Auschwitz. Lá viveram todo tipo de sentimento mas o medo foi o maior de todos.

Rena e Danka eram polonesas de uma cidade perto da Eslovaquia. Elas fugiram dos nazistas com a ajuda de amigos mas para que sua familia não ser levada, Rena se voluntariou. Danka foi atras da irmã, chegou ao inferno logo depois. 

Rena era o numero 1716.

Passou pouco mais de 3 anos no campo de concentração. Trabalhou no carregamento de tijolos, terra, "Canadá" e na lavanderia. Canadá era o lugar que onde eram levados os pertences dos judeus assim que chegavam lá. Salvou vidas deixando de se alimentar para passar parte de sua comida para os superiores. Foi humilhada, espancada, pisoteada.

Na lavanderia Rena experimentou o amor.

Depois que a guerra acabou, antes dos soviéticos e os americanos chegarem nos campos, os alemães fizeram os sobreviventes a marcharem por 50 quilômetros até Berlim, a chamada Marcha para Morte. 

Ler esse livro me fez chorar, muito, em vários momentos. Fiquei sem dormir, um nojo embrulhou meu estomago em diversas vezes.

Eu já estive lá! Em uma viagem à Polonia conheci aquele lugar, em 2004. Mesmo quase 60 anos depois do final da guerra, o lugar ainda cheirava a morte.

Aqui colocarei algumas fotos.

Cartão postal comprado no lugar (mania minha de quando eu viajo sempre compro um postal)

Gueto de Cracóvia

Portal de Birkenau (campo de concentração à 3 quilômetros de Auschwitz, o campo que aparece no filme O Pianista, onde está uma linha de trem de 1 quilômetro de extensão)

Entrada de Auschwitz. "Arbeit macht frei" ("o trabalho liberta ou nos torna livres", numa tradução livre) placa no portal de entrada foi roubada em 18 de dezembro de 2009 e logo substituída.
Em Birkenau existe um memorial no final da linha do trem com placas nos idiomas europeus. Está escrito "Que este local seja para sempre um grito de desespero e um aviso à humanidade, onde os nazis assassinaram cerca de um milhão e meio de homens, mulheres e crianças, sobretudo judeus de vários países da Europa. Auschwitz-Birkenau 1940-1945"

 
Crematório de Birkenau


Muro de fuzilamento de Auschwitz

Um comentário:

  1. Oi Dani,
    Gostei muito da resenha, e coincidentemente adquiri o livro semana passada. Acho que vai passar na frente de muitos que pretendo ler.
    bjs

    Antonio Henrique Fernandes
    www.navioerrante.blogspot.com.br

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